O que é SOM

SOM
O que é o som, como ele se propaga. Como você recebe e reconhece som.

Afinal, o que é o som?

O som é um dos fenômenos da natureza mais intimamente ligado às pessoas, assim como a visão, o tato etc.
Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida e nossa percepção se expande e se aperfeiçoa cada vez mais com o tempo de experiência. Talvez por isso é difícil encontrar-se alguém que não goste de ouvir os sons, sejam os da própria natureza, sejam aqueles produzidos pelo homem. Mas o que é o som? Como ele se produz? Como ele chega até nós?

Com certeza você, durante uma aula enfadonha do primário, pegou uma banda de "gilete" e fez com ela um "instrumento" musical, prendendo rigidamente uma metade na carteira e fazendo vibrar a outra metade. Saía aquele "sonzinho", tipo "tuim","tuim"... Pois é. Àquela altura você estava manipulando um gerador de som. Dos mais primitivos, é verdade, mas o suficiente para explicar a origem do som.

Ao vibrar a parte solta da "gilete" (ou qualquer outro objeto rígido mas maleável com o comprimento muitas vezes superior às outras demais medidas) obtém-se um movimento do tipo vai e vem (vibratório, ondulatório, na verdade), onde uma haste flexível descreve um arco de círculo de ida e outro de volta, várias vezes durante um certo intervalo de tempo. Quando a haste atinge determinada velocidade, dependendo da força que você aplicou, as pessoas começam a ouvir uma espécie de zumbido. Esse zumbido varia até um tom mais alto (mais agudo) quando você diminui o comprimento da parte solta haste, fazendo com que fique cada vez menor que a outra presa. Isso acontece por que essa parte, agora menor, descreve o tal arco mais vezes no mesmo tempo.



Por quê eu ouço o som?

Você ouve o som produzido pela haste porque ao se deslocar no meio (o ar) qualquer corpo pode ser sede de um movimento vibratório. Na ida, ele empurra uma camada de ar para a frente, comprimindo-a e aumentando sua densidade e temperatura. Na volta, obviamente, ocorre o contrário, o que causa a diminuição dessas duas grandezas. Como no movimento de ida a pressão nessa camada de ar é maior que nos arredores, suas moléculas tendem a empurrar as moléculas das camadas vizinhas, que vão transmitindo sua influência às diversas camadas adjacentes e subsequentes.
Quando o corpo se desloca para a frente, logo atrás dele cria-se uma zona rarefeita ou de depressão, que acompanha de perto e com a mesma velocidade a zona comprimida. A sucessão dessas zonas comprimidas e rarefeitas do ar forma o que chamamos movimento ondulatório. Esse movimento é o que você percebe, graças à uma fina e sensível membrana interna do seu ouvido. O tímpano, o responsável maior pela sua audição (guardando-se os limites desses ensinamentos sobre acústica arquitetônica).

Curiosidade: essas áreas de diferentes níveis de pressão do ar se resumem na base do estudo para calcular caixas acústicas, com base nas vibrações do cone do altofalante de graves.



O ouvido humano, uma obra de arte!

Não fosse isso aí no subtítulo, você até poderia "sentir" o som mas nunca ouví-lo e diferenciar a música  de um ruído, por exemplo.
Não vamos entrar em detalhes sobre o ouvido humano, porque não estamos capacitados para aulas de anatomia, principalmente de áreas específicas do corpo. Não é nosso propósito, vamos repetir isso várias vezes. Mas você deve saber pelo menos o básico. Isso lhe trará maiores facilidades quando quiser entender melhor diversas áreas do estudo do som e suas peculiariedades.

O órgão da audição é constituído pelo ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno. Se você já andou bisbilhotando uma caixa acústica (aquela do seu "aparelho de som" que você emprestou ao primo e voltou rouca), faça de conta que sua caixa acústica agora não mais emite som, mas sim recebe, como o seu ouvido.

 
O ouvido externo é  o pavilhão (a  orelha, o apêndice cartilaginoso  que o Mike Tyson aprecia degustar) junto com o conduto auditivo externo. Grosseiramente,  o ouvido externo seria como se fossem o altofalante e o duto (aquele tubo sem nada dentro que existe em muitas caixas).

O ouvido médio é como se fosse o cone ( aquele de papel)   do altofalante mais a  sua ligação eletrônica  com a bobina. A parte mais externa do ouvido médio é delimitada por uma membrana chamada tímpano (como o cone de papel).   Ligando essa membrana ao ouvido interno existe a cadeia de ossículos constituída pelo martelo, pela bigorna e pelo estribo, que têm nomes tão engraçados que ninguém mais os esquece pela vida afora. Esse conjunto   compare com o eletro-ímã, ou bobina, que fica por trás do altofalante).

O ouvido interno é chamado de labirinto pela sua forma geométrica. Localiza-se dentro do osso temporal (aquele da lateral do seu crânio), logo em seguida ao ouvido médio. Admita-o como os fios do eletro-ímã. Nele localiza-se o órgão da audição propriamente dito: o caracol. Esse canal é espiralado e dá 2  3/4 voltas em torno de um maciço ósseo, perfurado de modo a dar passagem para os últimos ramais do nervo auditivo.

Chegamos, finalmente, ao seu amplificador de som.
Não sei se a comparação meio exdrúxula da caixa de som com seu aparelho auditivo serviu para alguma coisa. Se serviu ou não, esqueça  essa "teoria". Você vai ter que aprender na prática mesmo. Que nem eu aprendi, no princípo. Nossa filosofia aqui é essa mesmo. Mas antes de esquecer isso aí em cima, saiba que seu ouvido é mais parecido, na prática e na teoria, com um microfone, pois eles "ouvem"  o som. Eles são transdutores receptivos (transdutor = dispositivo que transforma um tipo energia em outro tipo). Em compensação saiba, também, que é totalmente possível transformar uma caixa acústica, ou mais propriamente um altofalante,  em um   microfone. Aí você vai entender por que  admitimos a caixa acústica "ouvindo" algumas  linhas atrás.
Tudo isso, na verdade, é possível através do cone e bobina principalmente, isto é, um elemento vibrante e um transmissor do movimento resultante da vibração. O microfone (dependendo de sua construção) também tem um elemento vibrante.
Em resumo, as ondas sonoras, captadas pelo pavilhão, entram pelo conduto auditivo externo e chocam-se com o tímpano, que por ser  aperiódico, isto é pode vibrar ao receber todas as audiofrequências, reproduz fielmente as vibrações do som estimulador.

 

 

 

 

 

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